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  • Equipe Wetlands

Você já calculou quanto a gestão de lodos contribui para o custo do m³tratado na sua ETE?

Se você está envolvido com o gerenciamento de lodos de ETE, já deve ter se deparado com os elevados custos e com a complexidade das rotinas associadas à desidratação, tratamento e destinação dos lodos. Por isso, nosso time gostaria de te convidar para um raciocínio que pode te ajudar! Pensa com a gente:


1) se a gente contabilizar todos os custos envolvidos na gestão dos lodos de uma ETE: custo com polímeros e reagentes químicos; custo de manutenção de equipamentos; custo de pessoal; custo energético, custo de logística; custo de disposição final, etc. E,


2) relacionar esses números com a massa de lodos ou com a vazão de esgoto tratada, nós chegamos ao custo por tonelada de lodo (R$/ton de lodo) ou a contribuição destas contas no custo por m³ tratado (R$/m³tratado). Certo? Mais ou menos... Porque essa massa depende do teor de sólidos presente na torta, que é uma consequência do tipo de sistema de tratamento empregado (UASB, Lodos Ativados, etc) e dos métodos de desaguamento ou secagem. Dentre outros fatores.


Geralmente observamos que os operadores reportam estes valores em R$/tonelada de lodo, mas na maioria das vezes o lodo foi desidratado mecanicamente e possui de 15% a 25% de teor de sólidos, dependendo da eficiência da desidratação. O resto é água!!! Que, diga-se de passagem, tem densidade de 1 tonelada por m³!!! O correto é reportar em R$/tonelada de Sólidos Totais, que traz essa razão para uma unidade uniforme, independente do tipo de desidratação e teor de sólidos da torta gerada.


A ação mais comum para baixar os custos da gestão de lodo é reduzir ao máximo o teor de umidade nas tortas. Isso para reduzir o peso e volume, e consequentemente, a conta “custo de logística” e “custo de disposição final”, que são as mais expressivas. Ou também investir em processos que geram menos lodo, ou que produzam lodos mais digeridos, reduzindo as frações voláteis dos sólidos que compõem o lodo.


No final das contas, usando as melhores práticas convencionais de desidratação de lodo, e aqui gostamos de brincar que isso é “enxugar gelo”, os custos finais variam de R$ 100 a R$ 300 reais por tonelada de lodo. E a conta mais expressiva é a de destinação final, geralmente o Aterro Sanitário, lamentavelmente... Além de incompatível com o futuro de uma humanidade sustentável, esses custos podem representar até 60% dos custos totais da ETE. Ou seja, também não são economicamente sustentáveis em muitas realidades...


Fig. 1: Torta de lodo de esgoto após centrífuga. Teor de ST +-20%.

Torta de lodo após centrífuga

Fig. 2: Leito de secagem após alimentação com lodo de UASB. Teor de ST +- 5%.

Lodo de UASB em leito de secagem

Fig. 3: Leito de secagem após desidratação do lodo. Teor de ST +-30%.

Lodo de UASB em leito de secagem

Mas existe forma de inverter essa lógica completamente. Com as UGL Wetlands podemos quebrar o paradigma da gestão de lodos numa operação de saneamento!


UGL Wetlands: Desidratação, mineralização, higienização, estocagem e compostagem passiva de lodos de ETE.


Imagine poder eliminar completamente o uso de produtos químicos, equipamentos mecanizados de desidratação e os fretes e destinação em aterro sanitário. E ainda converter passivamente os lodos de ETE em condicionadores de solo sem o uso de mecanização. E ainda estocar estes materiais por até 10 anos formando um lote único, homogêneo e higienizado de biossólido. E ainda agregar material estruturante passivamente ao lodo, equilibrando as relações C:N:P.


É isso que as UGL Wetlands entregam! Nestes sistemas os lodos líquidos, com teores de sólidos ainda de 1 a 6% são alimentados diretamente sobre os leitos. Essa forma de alimentação permite que os lodos saiam das etapas de decantação ou dos reatores por