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Wetlands construídos: qual a maneira mais adequada para nominar esta tecnologia?

Atualizado: 18 de Nov de 2019


As primeiras pesquisas envolvendo a tecnologia começaram na década de 60 com Dra. Käthe Seidel (1907-1990), Bióloga Limnóloga do Instituto Max Planck, que demonstrou o potencial da vegetação, em ambientes lênticos, em degradar diversos compostos. A pesquisadora nominou este mecanismo de degradação pelas plantas como sistema hidrobotânico. Com os avanços das pesquisas, novos critérios e disciplinas foram incorporados ao conceito embrionário, para tornar viável sua aplicabilidade como solução de engenharia sanitária, para tratamento de esgotos, águas e lodos, nos moldes consagrados hoje ao redor do mundo. Com os avanços das pesquisas e ganho de mercado da tecnologia, uma enxurrada de novos nomes surgiram, assim como uma série de soluções, muitas vezes distanciadas de alguns critérios científicos de funcionamento, envelopadas no jargão do marketing "verde" associado ao uso das plantas no tratamento de efluentes. Sobre esta questão há um post importante em nosso blog (O papel da vegetação nos sistemas wetlands construídos).


Wetlands construídos? Seria este o nome adequado para a tecnologia?

No rol de títulos para nominar a tecnologia temos: zonas de raízes, filtros plantados com macrófitas, banhados artificiais, filtros biológicos plantados, biofiltros, leitos cultivados, fitorrestauração, fitorremediação, jardins filtrantes, sistemas alagados construídos. As terminologias encontradas na literatura e no mercado são as mais diversas, contemplando desde termos técnicos derivados de tentativas de explicitar os mecanismos de funcionamento dessa tecnologia, até a tradução literal da palavra: terras úmidas construídas.


Para entender melhor quais as terminologias corretas a serem usadas, é necessário compreender a origem dessa tecnologia de tratamento de efluentes. Wetlands, também denominados pântanos e brejos, são áreas naturais que convivem, temporária ou permanentemente, em condições de elevada umidade e possuem propriedades que as tornam não só únicas, como também um dos mais produtivos ecossistemas do planeta.


Abundância hídrica é um importante requisito para elevada produtividade de sistemas biológicos. A alta taxa de atividade biológica desse meio natural, conferida pela presença da água, permite a transformação de contaminantes frequentes em águas residuárias em produtos inofensivos ou em nutrientes disponíveis para serem utilizados pelo próprio sistema (biodisponíveis), aumentando ainda mais sua produtividade. A transformação desses poluentes é resultado de uma série de mecanismos físicos, químicos e biológicos concomitantes como filtração, sedimentação, degradação microbiana da matéria orgânica, adsorção de nutrientes e poluentes pelo material de substrato, absorção de nutrientes e poluentes pelas plantas, entre outros. Dito isso, Constructed Wetlands ou Treatment Wetlands, são réplicas artificiais construídas pelo homem, com valorização de características específicas do ecossistema natural pantanoso para aumentar sua capacidade de tratamento.


Apesar de serem considerados como sinônimos, e não estarem totalmente errados, nomenclaturas como fitorremediação, fitorrestauração, filtros plantados com macrófitas, zonas de raízes limitam o entendimento do potencial dessa tecnologia a apenas um ou alguns dos seus mecanismos de transformação de contaminantes e muitas vezes transmitem a ideia errônea de que as plantas são as únicas envolvidas nesses processos. Dados esses argumentos, a empresa Wetlands Construídos preza pelo uso dos termos sistemas wetlands construídos e sistemas alagados construídos.


TEVAP e Lagoa de Aguapé: o que não são os wetlands construídos?

A diversidade de nomenclaturas também se faz acompanhar de uma série de soluções , muitas delas sem lastro científico, que, também por serem vegetadas, acabam intituladas como wetlands construídos. O primeiro passo para se estabelecer parâmetros de comparação é conhecer os tipos mais comuns de wetlands construídos.


Um dos casos mais emblemáticos consiste na inserção de espécies vegetais aquáticas em lagoas de estabilização, criando lagoas plantadas. A espécie mais comum empregada para esta finalidade é o aguapé (Eichornia crassipes). O mal uso desta opção tecnológica quando apresentada como wetlands construídos, trouxe aos sistemas wetlands mais atuais uma má fama injusta.


Outra característica dos sistemas wetlands é que o meio suporte construído para o tratamento dos efluentes/lodos possui diversos critérios de engenharia. De maneira geral, é um leito composto por materiais com elevada condutividade hidráulica, eventualmente apresentando propriedades cinéticas de sorção, no qual as plantas estão enraizadas. Um dos mais comuns mal entendidos na montagem do meio suporte é o emprego de resíduos de construção civil (entulho) e terra. Existem tecnologias que utilizam estes tipos de materiais, os tanques de evapotranspiração (TEVAP), mas sua aplicação é limitada à escala residencial ou unifamiliar. Os sistemas wetlands propriamente ditos não empregam os materiais citados acima, pois os critérios de projeto da tecnologia exigem materiais mais padronizados e com propriedades mecânicas de desempenho conhecido.


Quer avaliar a viabilidade dos wetlands construídos a sua demanda? Ou ainda tem dúvida sobre a tecnologia?


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