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  • Equipe Wetlands

7 Razões para você trocar a sua ETE compacta por uma ETE Wetlands

Atualizado: Jul 19

Se você está envolvido com a tomada de decisão sobre as tecnologias de saneamento na sua empresa, este artigo pode te ajudar.


A escolha da melhor Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) para uma dada situação exige uma análise de diversos aspectos técnicos, econômicos e ambientais. Eficiência, estabilidade, simplicidade, custo operacional e sustentabilidade são alguns dos pilares que norteiam os profissionais da área na seleção da tecnologia de tratamento a ser utilizada. Nesta análise, será que você já conhece as principais vantagens das ETE Wetlands se comparadas com as ETE convencionais ou ETE compactas?


Conheça agora 7 razões para escolher uma ETE Wetlands em vez de uma ETE convencional ou de ETE compacta.


Fotos: ETE Wetlands (esquerda) X ETE convencional compacta (direita). Fonte: acervo próprio.



1) MAIOR ESTABILIDADE NO DESEMPENHO


Um dos maiores desafios de uma ETE é resistir bem às oscilações de vazões e cargas nos esgotos afluentes. Em aspectos hidráulicos, quando uma ETE recebe um pico de vazão, seja por um período mais curto ou mais longo, vários problemas operacionais podem ocorrer. Por exemplo, quando essa ETE possui um reator UASB como primeira etapa de tratamento, os picos hidráulicos podem levar ao arraste da manta de lodo e desprendimento de sólidos junto ao efluente final. Por consequência, esse fenômeno leva à deterioração da qualidade do efluente final ou acarreta outros problemas operacionais nas etapas de pós-tratamento. Outros fenômenos que podem ocorrer são a redução no TDH (Tempo de Detenção Hidráulica) da ETE e a redução na eficiência do tratamento. De modo geral, quanto mais compacta for a ETE, mais susceptível a este tipo de problema ela será.


Por serem mais compactas, as ETE convencionais também possuem menor capacidade de amortecimento e diluição de choques de carga orgânica, de sólidos ou de elementos potencialmente tóxicos ao processo de tratamento. Por exemplo, numa ETE por lodos ativados que recebe pulsos oscilando entre elevadas e baixas concentrações de matéria orgânica e não possui capacidade de amortecer estes picos, as eficiências de remoção na ETE podem se reduzir bastante. Isso também traz impactos à relação Alimento-Microrganismo, ao tipo de floco de lodo formado e à sua sedimentabilidade no decantador secundário.


A situação se agrava quando as oscilações nas correntes afluentes são mais bruscas, como no caso de um prédio administrativo numa indústria, por exemplo. Nestes casos há uma concentração da geração de esgotos num determinado período do dia, de 06:00 às 18:00, e sem alimentação de 18:00 às 06:00, sendo que de 11:00 às 14:00 há um pico de carga orgânica pelas atividades no refeitório e cozinha industrial. Assim, o funcionamento da ETE fica prejudicado por não haver as condições ideais de estabilidade para que ocorram os processos biológicos de degradação. Quando isso ocorre, há indicação para a instalação de tanques de equalização e/ou processos que operem por bateladas.


As ETE Wetlands, por serem processos naturais e extensivos de tratamento, possuem maior capacidade de resistência a estas oscilações. Os wetlands de escoamento vertical, por exemplo, são alimentados por pulsos de esgoto bruto, o que elimina o problema dos choques hidráulicos, uma vez que é inerente ao seu funcionamento a alimentação em bateladas. Esse regime de alimentação requer o armazenamento de determinados volumes do esgoto para aplicação a cada hora, o que contribui para a equalização dos esgotos. O fato de serem reatores de biomassa aderida também garante que não haja perda do biofilme para o efluente final. Ou seja, o sistema se autorregula em termos hidráulicos.


Além da resistência aos choques hidráulicos pela sua forma de alimentação, os wetlands construídos também são resistentes aos choques de carga. Por serem reatores de biomassa aderida de baixíssima carga, (da família dos filtros biológicos percoladores), recebem finas lâminas de esgoto por unidade de área. A alimentação em pulsos horários, além de homogeneizar os esgotos a cada batelada, permite as condições ideais para que o ávido biofilme aderido promova a remoção de DBO, DQO e N amoniacal.


Ou seja, diferente do que ocorre com ETE compactas, o gráfico de monitoramento de efluentes tratados com as ETE Wetlands é estável e pouco dependente das oscilações de carga e vazão.


desempenho; ETE; estabilidade operacional; eficiência de tratamento; esgotos sanitários

Foto: Série histórica de valores de DQO afluentes e efluentes em um sistema wetlands vertical de único estágio (1,2m²/hab.).


2) ELEVADA EFICIÊNCIA DE TRATAMENTO


Diferentemente de sistemas mais simplificados, como Fossa + Filtro Anaeróbio ou UASB + Filtro Anaeróbio, os wetlands construídos apresentam elevada eficiência de tratamento para os mais diversos contaminantes. No caso dos efluentes sanitários os principais elementos alvo de remoção e as eficiências dos wetlands construídos são: DQO (>80%), DBO (>85%), Sólidos Suspensos (>85%) e Nitrogênio Amoniacal (>60%).