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  • Equipe Wetlands

Reduza em até R$ 0,20 o custo do m³ tratado em ETE para até 100 mil habitantes

Atualizado: Ago 19

O desaguamento de lodo, a logística de destinação e o custo de disposição final podem representar até 60% do OPEX numa ETE. Como simplificar rotinas e reduzir esses custos para as novas concessões?


O bom desempenho de uma ETE está relacionado ao correto entendimento das fases que compõem os esgotos: líquida, sólida e gasosa. Em geral, dedica-se muita atenção à fase líquida, deixando-se de perceber que o gerenciamento da fase sólida, especialmente dos lodos, é o determinante para o sucesso das operações das ETE. Isso ocorre porque as atividades relacionadas à gestão dos lodos nas ETE consomem a maior parte dos recursos humanos e financeiros. Dentre elas, podemos destacar:


  • Controle da concentração de sólidos nos reatores biológicos;

  • Controle da remoção de lodo em decantadores (primários e secundários);

  • Correto manejo de escuma;

  • Especificação e dosagem correta de agentes de floculação;

  • Manutenção em equipamentos mecânicos para bombeamento e desidratação;

  • Limpeza manual de leitos de secagem;

  • Controle da logística de destinação final;


Em municípios de pequeno e médio porte (até 100 mil habitantes), é ainda maior a dificuldade de viabilizar técnica e economicamente uma estrutura de gestão de lodos que seja compatível com a realidade local e que atenda às crescentes exigências legais e ambientais.


Tendo em vista que a gestão da fase sólida das ETE é a atividade mais onerosa, e que mais de 90% dos municípios brasileiros possuem população inferior a 100 mil habitantes, a universalização do saneamento com tarifas viáveis, tanto para o usuário quanto para as concessionárias, vai ter como fator crucial a forma de gerenciamento de lodos.


De maneira geral, as práticas mais comuns no Brasil são o desaguamento em leitos de secagem (ETEs de pequeno e médio porte) ou em equipamentos mecanizados - centrífugas, prensa parafuso - (ETEs de médio e grande porte) seguidos de disposição final em aterro sanitário. Os custos e/ou logística associados a essa estrutura de gestão podem inviabilizar o serviço em novas concessões de saneamento pelas seguintes razões:


  • CUSTOS ELEVADOS REFLETEM NA TARIFA: Tarifas para dispor em aterro sanitário variam de 80 a 220 R$/tonelada. Além disso, as rotinas intensivas de operação dos leitos de secagem e a necessidade de mão de obra qualificada e manutenção especializada para equipamentos mecanizados também representam custos elevados com o pessoal.

  • LOGÍSTICA COMPLEXA E INEFICIENTE: a escassez de aterros sanitários, especialmente em municípios com faixas populacionais abaixo de 50 mil habitantes, torna-se um limitante para o uso dessa lógica de gerenciamento. Os custos de transporte para dispor em aterro apresentam-se cada dia mais elevados em função das maiores distâncias a serem percorridas.

  • CO-RESPONSABILIDADE AMBIENTAL: Em um mundo em que há pressão para a construção de uma sociedade mais sustentável, destinar lodos para aterros sanitários é cada vez menos aceito. Nesse cenário, a lógica da Economia Circular se torna imprescindível às operações de Saneamento Sustentável.


Mantida a atual lógica de gerenciamento (desidratação + aterro sanitário) existe um grande RISCO DE INVIABILIDADE TÉCNICA E FINANCEIRA de grande parte DAS CONCESSÕES em municípios de pequeno e médio porte e do mal desempenho (ou até abandono) da ETE por complexidade operacional.



Então, na prática, como viabilizar a gestão do lodo de forma simples e econômica para as novas concessões?


A gestão de lodos de ETE está passando por uma transformação de paradigmas. As exigências por melhores padrões de qualidade ambiental vêm crescendo em vários setores, incluindo o de serviços de saneamento. Políticas públicas e marcos regulatórios nacionais e internacionais direcionam ações para práticas de reciclagem, eficiência energética e economia circular. Novas regulamentações para o uso de lodo na agricultura (em trâmite no CONAMA) tendem a simplificar a reciclagem destes recursos riquíssimos em nutrientes contribuindo para a redução dos custos das ETE e implantação da lógica do saneamento sustentável.


É nesse contexto que as UGL WETLANDS despontam como uma opção extremamente atraente para novas concessões, contribuindo para implantação da lógica de economia circular entre saneamento e agricultura de forma simplificada e adequada à realidade de municípios de até 200 mil habitantes. Clique aqui para conhecer a tecnologia e seu funcionamento.