WETLANDS E RETROFIT DE LAGOA DE ESTABILIZAÇÃO
Minhas lagoas não atendem mais a legislação e/ou atingiram o limite da capacidade de tratamento...(o que fazer?)
As lagoas de estabilização (modelo australiano) são um dos sistemas mais empregados para tratamento de efluentes municipais no Brasil.
Segundo o Atlas de Esgoto da ANA, de 2020, são mais de 1.300 lagoas para tratamento de esgotos municipais no Brasil, sendo aproximadamente 34% delas australianas.

São sistemas consagrados, com baixos custos de operação e manutenção.
Mas assim como qualquer sistema, tem suas limitações e desafios.
Remover carga orgânica e nutrientes (nitrogênio amoniacal) é uma limitação importante das lagoas (sem aeração mecânica). E isso se torna um desafio, quando a legislação se torna mais restritiva.
Outro grande desafio, é quando o sistema alcança o limite da capacidade de tratamento, e precisa ser ampliado, ou chega ao final do ciclo operacional, com a elevação substancial do depósito de lodo.
E quando estes desafios batem à porta da operação, não há como fugir do retrofit da ETE.
Há vários caminhos, que devem ser estudados de acordo com o desafio a ser superado.
Introdução de aeração forçada, combinação com outros arranjos para pós-tratamento, desmobilização total e substituição por arranjos intensificados etc.
Mas quando pensamos em combinar dois grandes benefícios das lagoas, baixo custo operacional e simplicidade no manejo de lodos, com alta eficiência de tratamento, existe um caminho que deve ser considerado:
→ a associação dos sistemas de lodos ativados em batelada (SBR), para tratamento da fase líquida, com as UGL Wetlands para tratamento dos lodos gerados.
Nesse arranjo, as lagoas anaeróbias dão lugar aos SBR e parte das facultativas dão espaço à UGL Wetlands.
Essa mudança garante:
→ aumento da capacidade da ETE com redução de footprint
→ melhora a qualidade do efluente final
→ mantem a simplicidade na gestão de lodos, sem custos com desaguamento, transporte e destinação em aterro sanitário.
(É ainda possível usar as áreas remanescentes para implantação de uma usina solar para compensação do consumo da ETE.)
Mas eu não quero usar o SBR.
Sem problemas. As UGL Wetlands podem ser combinadas com qualquer outro reator biológico. E vão garantir a tranquilidade tão característica das lagoas de só pensar no lodo depois de pelo menos, uma década!
Ou seja, se você tem uma lagoa, e que vai ter que passar por um retrofit, pense nesse caminho.
E se ainda não pensou, converse com nosso time e saiba mais!





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